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Socorro, eu não sei amamentar

Autor(es): Grasielly Mariano

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  • SUMÁRIO

    Parte I – Relato de Experiência
    1. Motive-se com a minha história

    Parte II – O Leite Materno
    2. Para começar
    3. Porque Amamentar?
    3.1. Vantagens para o Lactente
    3.1.1. Prevenção de doenças
    3.2. Vantagens para quem amamenta
    3.3. A família e a sociedade também ganham
    4. Composição de Ouro
    4.1. Colostro
    4.2. Leite de Transição
    4.3. Leite Maduro
    4.4. Leite do Prematuro
    4.5. O leite em três fases
    5. A incrível fábrica de leite humano
    5.1. A Fabricação
    5.1.1. Mamogênese
    5.1.2. Lactogênese
    5.1.3. Lactoejeção
    5.1.4. Lactopoese
    6. Os inimigos do aleitamento materno
    7. Enfim, como amamentar?

    Parte III – O que fazer se…
    8. … Se eu tiver fissuras e rachaduras?
    9. … Se meus seios ficarem cheios e doloridos?
    10. … Se eu tiver pouco leite?
    11. … Se eu tiver mastite?
    11.1. Ductos bloqueados
    11.2. Mastite
    11.3. Mastite e Antibióticos
    12. … Se eu tiver um abcesso mamário?
    13. … Se eu tiver um nódulo que não desaparece?
    14. … Se eu tiver uma doença?
    15. … Se eu fumar cigarro ou ingerir álcool?
    16. Amamentação X Influenza A/H1N1
    17. … Se meu leite não desce?
    18. … Se eu fiz mamoplastia?
    19. … Se eu engravidar novamente?
    20. … Se eu voltar ao trabalho?
    21. Meus mamilos são invertidos, planos ou curtos
    22. Eu quero Relactar
    22.1. Estimulação das mamas e do mamilo
    22.2. Domperidona e Metoclopramida
    22.3. Clorpromazina
    22.4. Inimigos da Relactação
    22.5. Chances de Sucesso
    23. Usando o copinho ou o dedo para alimentar o bebê
    23.1. Utilizando o copinho
    24. O contato pele a pele
    25. Eu quero desistir!

  • TEXTO DO AUTOR
    Eu já havia atendido muitas gestantes e nutrizes quando decidi que deveria colocar no papel as razões que me levaram a ser uma enfermeira pesquisadora e consultora em aleitamento materno. Os últimos tempos foram peculiares. Durante anos, sempre que eu recebia uma ligação de uma mamãe desesperada, ou de um pai no meio da madrugada, pedindo para que eu fosse até sua casa para ajudar com a amamentação, eu me lembrava do quanto eu sofri com os mesmos problemas, compartilhados em sua totalidade apenas com o meu marido. Na verdade, as minhas dificuldades para amamentar devem ter ido ao conhecimento de mais algumas pessoas quando, de forma desesperada, eu buscava qualquer que fosse o conselho ou orientação através de websites especializados e ONGs pró-aleitamento materno, dos quais nunca recebi uma palavra em tempo hábil para resolver meu problema. Para mim, a minha dificuldade era a maior do mundo e era muito urgente. De fato, eu não considerei que não era a única mulher que não conseguia amamentar, mas tenho considerado isso já há algum tempo na profissão e estou considerando agora, ao escrever este livro para você.
    Ter dificuldade para amamentar torna tudo muito imperioso, pois os sintomas da mãe e/ou do bebê desestabilizam a harmonia familiar, deixando todos muito tensos e dispostos a encontrar qualquer solução mais fácil e rápida para o problema emergente, nem que seja oferecer a tão temida fórmula infantil na tentativa de conseguir tranquilidade, aliviar dores, dormir e ter uma falsa sensação de que está tudo bem… Pelo menos pelas próximas duas horas. Um crime!
    Nunca escondi, e até me sinto orgulhosa de dizer, que me tornei consultora porque me comovi com as minhas próprias frustrações, porque passei anos tentando engravidar e idealizando amamentar minha filha até que ela mesma decidisse parar, e tudo parecia jogar contra. Atravessei inúmeras noites acordada tentando ajudar a mim mesma, chorei, pedi ajuda, ouvi todos os conselhos de “anjinhos” e “diabinhos”, até que finalmente encontrei, de uma forma que eu não imaginava, o tão sonhado “Prazer em Amamentar”, que infelizmente durou pouco. Você saberá o porquê mais para frente.
    É incrível ver o quanto há mamães que amamentam sem sequer desenvolver uma rachadura no mamilo, enquanto outras conquistam um pacote completo de problemas, como aconteceu comigo. Não, querida amiga… Não digo isso para que você sinta pena ou se desmotive, é que eu de fato fiz tudo errado, o que não vai acontecer com você, não é? Além dos problemas que eu mesma me causava, ainda que inconsciente do que fazia, eu tinha familiares pró- fórmula infantil presentes todos os dias (esses são os diabinhos, citados logo acima). Para ser honesta eu ouvi conselhos absurdos para a minha geração, como por exemplo, dar diretamente o leite de “saquinho” para a criança (ainda existe este tipo de embalagem?) porque o meu leite era fraco demais e não alimentava o meu filho. Saiba que eu resisti a tudo que vi e ouvi, e confiei nos meus mais íntimos desejos de mãe.
    Amamentar para mim era mais do que alimentar meu bebê, mais do que saciar sua fome, era essencial para que eu pudesse completar o meu sentido de maternidade. De certo, eu me sentia muito melhor ao amamentar, era um desejo instintivo que gritava para ser satisfeito, e é por isso que compartilho com você a minha história pessoal e como ela me levou a ajudar mais de 350 mulheres a se sentirem plenas (não quero dizer que alguém será menos “mãe” se não puder amamentar), acalmei corações e ajudei famílias a se prepararem para este momento, mas que tão logo também perceberam que não sabiam amamentar. Amamentação não é instintiva? Foram muitas as vezes que eu ouvi essa pergunta e a resposta é NÃO. A mamãe aprende a amamentar, amamentando. O bebê aprende a mamar, mamando. Tudo é fruto da prática que se apresenta com um pouco de desafio, mas que é garantidamen-
    te recompensador.
    Pode ser que a minha memória falhe ou tente me enganar enquanto escrevo o primeiro capítulo deste livro. Dez anos entre uma gravidez e outra é muito tempo e eu não ficarei surpresa se, apesar do meu esforço para contar esta história, alguns fatos forem pobremente detalhados. Relevante mesmo é a minha vivência enquanto mãe, minha experiência enquanto consultora em lactação, de modo que a ajude a superar problemas e a não cometer erros irreparáveis. A história que você vai ler mostrará como eu descobri que o desmame indesejado, é resultado de uma sucessão de falhas, onde as minhas foram apenas a “ponta do Iceberg”. Talvez eu escreva fatos desconhecidos até mesmo por meu confidente marido, pois há sentimentos e sensações que são apenas meus… E espero que ele não se chateie se isso acontecer. Apesar de me comunicar bastante bem verbalmente, sempre achei que escrever fosse mais fácil, por facilitar a fluência de pensamentos, sem medo de olhares, de julgamentos, de conselhos. Pode ser que você, leitora amiga, tente me julgar, mas se pensar em fazer isso lembre-se de que eu fui tomada pela completa inexperiência de ser mãe de primeira viagem, por duas vezes.
    De artigos científicos para livros, escrever para a mamãe (e sua família) está sendo um desafio delicioso. Não sei se sou competente ao ponto de fazer com que você leia todas as páginas, e absorva o conteúdo delas, mas farei o possível para tornar sua leitura agradável e motivante. Se pensar em desistir, por favor, não deixe de ler a segunda e terceira parte desta obra… Você pode precisar!

    Parabéns pelo(s) bebê(s) e desejo toda a sorte do mundo na construção desta nova vida.

    Grasielly Mariano

  • Autor(es)

    Grasielly Mariano

    Edição

    2ª Edição

    Ano

    2012

    Nº de Páginas

    128

    Idioma

    Português

    Encadernação

    Brochura

    ISBN978-85-60842-34-6
    Peso0.200 kg
    Dimensões14 × 21 × 1 cm