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Mini-implantes

Autor(es): Jae Hyun Sung | Hee Moon Kyung | Seong Min Bae | Hyo Sang Park | Oh Won Kwon | James A. McNamara, Jr.

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  • SUMÁRIO

    – A História da Ancoragem Esquelética na Ortodontia

    – Seleção dos Sítios e Dimensões dos Implantes

    – O Desenvolvimento dos Novos Microimplantes Ortodônticos e suas Aplicações Clínicas

    – Procedimentos Cirúrgicos para Inserção de Microimplantes

    – Considerações Biomecânicas na Ancoragem com Microimplantes

    – Exemplos Clínicos de Ancoragem com Microimplantes

    – Taxas de Sucessos e Insucessos de Mini-parafusos e Microimplantes

    Índice

  • TEXTO DO AUTOR

    Fui introduzido à Ortodontia pela técnica de edgewise durante meu treinamento ortodôntico no Hospital Universitário Kyung-Hee, após me graduar pela Escola de Odontologia da Universidade Nacional de Seul, na Coréia. Iniciei utilizando bráquetes edgewise convencionais com torque zero e angulação zero e, posteriormente, passei a utilizar os bráquetes com a prescrição de Broussard. Tipicamente, utilizava as alças de fechamento tipo Bull (as chamadas alças de Bull) para retrair os incisivos após a retração de canino.

    Os resultados dos tratamentos geralmente eram bons. Entretanto, sempre tive sérias dificuldades ao tratar pacientes de Classe II, 1ª Divisão (principalmente aqueles com plano mandibular aberto) pela técnica de edgewise convencional e com mecânica auxiliar de Classe II por intermédio de elásticos intermaxilares. Embora obtivesse resultados satisfatórios em termos de oclusão, frequentementeverificava uma retroinclinação severa dos incisivos superiores, reabsorção radicular dos incisivos, um aprofundamento dos planos oclusal e mandibular e uma rotação horária da mandíbula. Consequentemente, era muito desconfortável observar a insatisfação dos pacientes e de seus familiares com o resultado final, o qual produzia um perfil esteticamente comprometido e pior o do início do tratamento. Naquela ocasião, acreditava não haver uma maneira de evitar estes resultados desfavoráveis em pacientes Classe II.

    Em 1982 tive a oportunidade de me familiarizar com a técnica original de Tweed, com a técnica de Tweed modificada e o sistema de nível de ancoragem (Level Anchorage System- LAS). Nesta época, tentei tratar as más oclusões esqueléticas de Classe II através da técnica modificada de Tweed, um protocolo que incorporava bráquetes edgewise convencionais baseado no protocolo do sistema de nível de ancoragem.

    Em abril de 1986, participei do curso sobre a mecênica de Tweed-Merrifield em Tucson, nos Estados Unidos. Percebi que a mecânica de força direcional utilizando um extra-bucal de puxada alta do tipo J hook forneceria uma solução para as dificuldades e problemas encontrados ao tratar pacientes Classe II com ângulo mandibular aberto através da mecânica edgewise convencional e elásticos de Classe II. Após mudar meu protocolo de tratamento para esta técnica, fui capaz de alcançar resultados satisfatórios, entretanto, o tempo do tratamento era um pouco mais longo.

    Encontrei muita dificuldade para obter uma boa cooperação de muitos pacientes em função da
    necessidade de se usar o extra-bucal com esta técnica. Meus colegas e eu, então, iniciamos uma investigação para tentar disponibilizar uma mecânica de força direcional sem a necessidade de uso do extra-bucal. Pensei que uma boa compreensão da biomecânica seria a chave para resolver este problema. Começamos, portanto, uma busca por uma ancoragem estável que não requeresse a cooperação do paciente. Durante uma conferência sobre casos clínicos em nosso departamento em 1999, dois destacados alunos (Dr. Seong-Min Bae e Dr. Hyo-Sang Park) apresentaram casos clínicos nos quais os pacientes haviam sido tratados, com sucesso, com o auxílio de miniparafusos cirúrgicos como ancoragem. Encorajados pela descoberta, revisamos a literatura sobre ancoragem esquelética com implantes dentários, miniplacas e outros dispositivos relacionados e percebemos que havia estudos anteriores sobre a utilização de implantes dentários como ancoragem ortodôntica. Também aprendemos, entretanto, que estes sistemas apresentavam algumas desvantagens ao ser usados como ancoragem ortodôntica, as quais incluíam limitações anatômicas, devido ao seu grande tamanho, alto custo e tempo de tratamento prolongado em função do tempo adicional para a cicatrização cirúrgica.

    Concluímos que o microimplante seria a melhor opção por ser um procedimento cirúrgico absolutamente simples, de fácil implantação e remoção, por apresentar limitações anatômicas mínimas e pela possibilidade de receber carga imediata após sua inserção. Logo, decidimos adotar o microimplante como a principal fonte de ancoragem em substituição ao aparelho extra-bucal.

    Encorajei meu colegas a adotar o microimplantes para ancoragem ortodôntica em um grande número de pacientes. Obtivemos resultados excelentes em muitos tipos de maloclusões, incluindo casos de biprotrusão maxilar, intrusão, verticalização e distalização de molares, mordida aberta, mordida profunda, bem como problemas de Classes II e III.

    A princípio, experimentamos os parafusos cirúrgicos utilizados para fixação óssea durante a cirurgia ortognática. Infelizmente, estes mini-parafusos não eram desenhados para acomodar os elásticos ortodônticos, as molas de aço, nem braços de alavanca e tivemos que confeccionar um gancho de ligadura de aço no topo de cada parafuso para que pudéssemos utilizar estes auxiliares. Não obstante, estes parafusos eram de difícil remoção. Com estas limitações em mente, projetamos novos microimplantes de titânio para uso ortodôntico. Estes microimplantes tinham uma cabeça especial tipo botão com um pequeno buraco que poderia receber as ligaduras de aço e os elásticos ortodônticos facilmente. Eles também possuíam uma porção hexagonal que poderia ser presa rapidamente pela chave durante a inserção, um pescoço transmucoso suave que reduzia a inflamação e uma porção rosqueada que era implantada no osso. Este projeto culminou em um excelente protocolo de tratamento baseado na mecânica de forças direcionais e nos recém-criados microimplantes para ancoragem ortodôntica. Empregamos também os bráquetes pré-ajustados ao invés de bráquetes convencionais para reduzir as dobras de fios e o tempo de cadeira. Por fim, denominamos este novo sistema de tratamento de Microimplante para Ancoragem Ortodôntica. Ele combina as três características anteriormente no nosso protocolo de tratamento. Por exemplo, em casos envolvendo extrações nos quais utilizamos microimplantes, não há perda de ancoragem; além disso, os dentes posteriores movem-se distalmente enquanto os dentes anteriores são retraídos.

    Acreditamos, portanto, que os microimplantes podem fornecer uma ancoragem perfeita ou absoluta que pode ser utilizada com bastante eficiência em muitas situações clínicas, tais como: retração dos dentes, mesialização dos dentes posteriores, verticalização e distalização de molares, correção de mordida cruzada vestibular, correção de linha média, intrusão de dentes posteriores e anteriores e correção das inclinações do plano oclusal.

    Estamos convencidos que esta técnica de ancoragem irá se tornar uma ferramenta poderosa na
    mudança significativa do paradigma ortodôntico no novo milênio. Este livro introduz nosso trabalho com ancoragem ortodôntica através do uso de microimplantes, de modo que estamos compartilhando nossa experiência e conhecimento com ortodontistas ao redor do mundo.

    Professor Jae-Hyun Sung

  • Autor(es)

    Hee – Moon Kyung, Hyo-Sang Park, Jae – Hyun Sung, James A. McNamara, Jr., Oh – Won Kwon, Seong – Min Bae

    Ano

    2006

    Edição

    1ª Edição

    Nº de Páginas

    186

    Encadernação

    Capa dura

    ISBN978-85-60842-01-8
    Peso1.2 kg
    Dimensões28 × 21 × 2 cm